A semana mal começou e não falta assunto.
Greve de PM´s na Bahia, os abusos da polícia paranaense contra a
população, a morte do Wando hoje pela manhã entre vários outros, mas uma
manchete em especial me chamou a atenção.
A falta de decência de um vereador de Curitiba, que além de faltar
deliberadamente a uma sessão da Câmara Municipal para ir ao jogo de seu time de
coração, ainda escarnece dos que o elegeram fazendo troça com o acontecido.
Comentado em portais e telejornais, o ato do tal vereador deixa claro que nunca
podemos nos entregar à tentação de garantir supostos privilégios, nem para o
clube do qual comungamos a mesma paixão e menos ainda para benefício próprio.
Claramente eleito pelos torcedores da agremiação da qual é presidente, o
dito vereador simplesmente ignora os deveres que exigem o cargo para o qual foi
eleito, nunca foi destaque por apresentar propostas, emendas e muito menos
soluções para o cidadão que o elegeu, não se dá sequer ao trabalho de "disfarçar"
a tamanha cara-de-pau. Ora, faltar ao trabalho não chega sequer a ser crime,
vão dizer alguns coniventes, mas apresentar atestados falsos para justificar a
falta é. E é aí que a coisa começa a tomar proporções alarmantes, além do
vereador, que deveria ser exemplo já que recebe dinheiro público como
remuneração, fica maculada a imagem do "profissional" de medicina ou
da área da saúde que lhe fornece o atestado frio, fica comprometida a
legitimidade do poder público que acata o tal álibi em seus departamentos de
pessoal e faz vistas grossas a tais práticas, e ao eleitor, já tão desiludido
com a classe, fica a sensação de mais uma vez estar sendo assaltado em plena
luz do dia, mais exatamente às 17h, dentro de um estádio de futebol.
Espero que a repercussão pelo menos sirva para que tais tipos não voltem
a ser eleitos, já tivemos outros vereadores envolvidos em muitas outras
falcatruas, de maior gravidade inclusive, e o que vejo é que alguns seguem se
reelegendo, chegou a hora de mudarmos isso, nem que seja pra protestar depois,
mas não dá pra deixar que as coisas continuem como estão. Bem hajam, é ano de
eleição!
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