Frequentemente vejo publicações,
postagens, protestos e bravatas a cerca de nossos governantes e representantes,
mesmo sabendo que cabe a nós a escolha dos mesmos, insistimos em criticá-los e
só. Não me parece muito inteligente votar mal, escolher errado e depois atirar
pedras como se tivéssemos sido vítimas de um golpe de estado. Não sou a favor
do voto obrigatório, acho uma heresia contra a democracia obrigar alguém a
fazer algo, penso que o voto é um instrumento tão forte que somente deveriam
votar aqueles que comprovadamente tivessem condições de fazê-lo, não digo isso
querendo elitizar as eleições, mas sim legitimá-las.
A questão é que só
vemos problemas quando a mídia nos oferece, de maneira controlada e
direcionada, notícias e denúncias sobre nossa classe política, sem nos darmos
conta que a raiz de tudo está no comportamento que temos com escolhas menores,
elegemos representantes no nosso condomínio sem os conhecer, na escola de
nossos filhos os diretores são eleitos pela maioria dos votos contabilizados,
isso quando temos o poder de escolher, em clubes, sociedades e afins é a mesma
coisa, afora uns poucos que tem ligação mais próxima, às vezes nem tão honesta
e transparente como deveria, a maioria vota em troca das mesmas coisas que
nossos políticos oferecem: promessas e vantagens!
Caso clássico, o
presidente da CBF há vinte anos é o mesmo, quem o reelege sistematicamente é o
colegiado formado pelos presidentes das federações estaduais, que por sua vez
são eleitos pelos presidentes dos clubes, estes são eleitos através de voto direto em poucos casos, na sua maioria por conselheiros eleitos por quem?? Sim, por nós torcedores,
pela massa apaixonada e volúvel que só pensa no bem imediato de seu clube,
deixamo-nos iludir pelas promessas fáceis de títulos e conquistas, e quando
descontentes exigimos a saída do técnico, de um ou outro jogador, e assim
agimos nas várias situações em que nossa opinião é solicitada, quando erramos na escolha tratamos logo de encontrar um vilão, um bode expiatório para as nossas
decepções, não raro tornamos a eleger os mesmos ou sua continuidade. É um ciclo
quase sem fim.
Ter o poder não
significa ter condições de exercê-lo, basta olharmos ao nosso redor, em nossos
condomínios, associações, grupos e clubes de convívio, você tem certeza de que
quem está à frente dos seus interesses e de seus pares está realmente
preparado? Pensem nisso, a demagogia não se exerce apenas na vida pública e a
incompetência não é privilégio dos políticos da nação.
Uma boa reflexão
para todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário